Editorial É de extrema urgência a incorporação dos hospitais municipais à Tabela SUS (Sistema Único da Saúde) Paulista, como foi anunciado no fim do último ano pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Isso significaria repasse da ordem de R$ 500 milhões ao ano para o Grande ABC. Valor esse que traria alívio às contas das sete prefeituras e certamente melhoraria os serviços ofertados à população.
Embora a Secretaria Estadual da Saúde reconheça que essa é uma “demanda histórica dos municípios e contribui para o fortalecimento do financiamento da atenção primária e da especializada”, a iniciativa ainda está em fase de tramitação pelos vários departamentos que compõem a Pasta.
Criada em 2024 pela gestão Tarcísio, a Tabela SUS Paulista é um programa de complementação financeira aos valores pagos pelo governo federal e que, reconhecidamente, são insuficientes para a quitação das despesas geradas por procedimentos médicos. Atualmente, hospitais estaduais e filantrópicos são contemplados pelo Palácio dos Bandeirantes, enquanto os que são geridos pelos municípios, apesar da promessa do governador, ficam à mingua, embora continuem atuando no socorro a vítimas, realizando intervenções de elevado valor.
Aí aparece mais um problema. As prefeituras da região se queixam de que as verbas do SUS Paulista são majoritariamente direcionados à atenção primária e à assistência farmacêutica. Enquanto isso, os municípios enfrentam déficit significativo, sobretudo na média e alta complexidade, nas quais se concentram procedimentos mais caros, como exames especializados, cirurgias e internações.
Em dois anos, o Grande ABC recebeu do Palácio dos Bandeirantes, via Tabela SUS Paulista, cerca de R$ 47 milhões, que foram enviados a 23 instituições filantrópicas. Este montante não pode ser desprezado, entretanto, se comparado com o que deveria ter sido repassado, não atinge sequer 10% do valor.
Saúde é uma das maiores preocupações da população. É preciso que o Estado se mobilize. A demora pode ser fatal.
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