Sobre trilhos Com previsão de 21 estações e investimento de R$ 34,5 bilhões, novo corredor ferroviário avança em estudos, mas sem previsão de obras
Foto: Divulgação/MIDR

A futura Linha 25-Topázio, projetada para conectar Santo André a Embu das Artes passando por São Bernardo e Diadema, tornou-se um dos projetos mais aguardados da mobilidade urbana. No entanto, para o morador que aguarda a chegada dos trilhos, a pergunta central é: "Em que etapa estamos?". O traçado foi desenhado para evitar a região central da capital, criando uma alternativa mais eficiente para passageiros que não têm o centro como destino final.
A proposta busca reduzir os tempos de viagem e contribuir para a diminuição da pressão sobre as estações centrais, que operam frequentemente acima da capacidade. A redistribuição do fluxo também tende a beneficiar usuários que utilizam o centro apenas para integração. Apesar dos desafios técnicos e financeiros inerentes a um projeto concebido do zero, a linha é considerada estratégica por atender regiões com grande demanda.
Com pevisão de uma frota de 46 trens operando com intervalos de três minutos, atualmente, o projeto encontra-se em estágio inicial de planejamento que define o traçado e a viabilidade técnica, com previsão de implantação para o período pós-2040.
Etapa atual
O projeto foi oficializado no Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU 2040) e detalhado no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana do BNDES em 2025. Durante o balanço da gestão de 2025, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou a intenção de contratar os estudos formais para esta linha.
"A gente vai fazer o projeto da Linha 23. A gente vai fazer o projeto da Linha 25", declarou Tarcísio de Freitas, sem detalhar os trechos que seriam contemplados.
A denominação oficial da Linha 25-Topázio foi oficializada no terceiro trimestre de 2024, e sua implantação consta no PITU 2040 como prevista para o período pós-2040.
Fase de estudos
Nesta fase, o traçado ainda pode sofrer ajustes que são pensados por engenheiros e planejadores analisando mapas e dados. Para a próxima etapa, haverá definição da localização exata das estações, os métodos de construção (túnel ou superfície) e as desapropriações necessárias. Após a contratação dos estudos anunciada pelo governo, esta será a fase em que os moradores do Grande ABC começarão a ver audiências públicas para discutir os impactos locais.
A previsão é de 34,5 km de extensão e 21 estações, reduzindo o tempo de viagem entre o Grande ABC e a Zona Sul, sem passar pelo centro de São Paulo.
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