Luxo
Rodrigo Luft/PMBC/Divulgação

Se tem dois lugares que conversam entre si, e sinalizam destinos idênticos, são: Dubai e Balneário Camboriú.
Com licença poética, não conheço nada mais cafona e sem futuro que ambos os destinos.
Hoje nesta coluna, ao estilo rasgado e sem papas na língua, ou melhor, na escrita, irei me comportar como um “míssil” em terras calmas.
Sem personalidade, com construções faraônicas, concreto e mais concreto, tudo com aparência ostentosa, porém, sem utilidade, caminham de mãos dadas para o sucateamento.
Alguém em sã consciência, consegue me explicar o motivo de arranha céus, desproporcionais?
Qual o intuito de residir ou se hospedar em andares praticamente acima das nuvens?
Seriam estes turistas / investidores, vítimas de síndrome de semideuses?
Quem tem interesse em conhecer ilhas artificiais, que mal foram inauguradas e a natureza já está retomando?
Quem tem interesse em visitar uma região que cujo atrativo é a ostentação extrema, altos custos e zonas de conflito?
A guerra atual, não é o motivo deste texto. Sabido é que a região do Oriente Médio sempre esteve e estará em zona de atividade bélica.
Porque Telavive e Jerusalém nunca receberam investimentos mega ostentosos?
Porque ninguém investiria tanto em um lugar que sempre esteve no olho do furacão (furacão não meteorológico).
E Camboriú? Quem um dia acordou e pensou: esta praia de faixa de área minúscula, com água não transparente, saneamento básico deplorável, pode se tornar um paraíso de milionários.
Sim, hoje milhões e milionários disputam Balneário Camboriú. Nas ruas carros super potentes que não podem ultrapassar a 50 km, prédios que balançam ao primeiro sinal de chuva, alagamentos e custo de vida altíssimo. Um hot dog desfrutado ao custo de um churrasco. Entre ricos e pobres na mesma praia, é comum alguém comendo milho e outro dirigindo uma Ferrari. Às vezes, o que dirige a Ferrari está comendo milho.
Até para ser selecionado e selecionado, teriam de pensar na geografia.
Quando forem inventar outra moda cafona como estes dois destinos, que pensem e repensem, pois a ostentação além de fora de propósito, tem de ser realmente exclusivista.
Açaí não combina com caviar.
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