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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 2 de maio de 2026

02/05/2026 | 09:07
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Dosimetria

‘Congresso derruba veto à dosimetria e impõe derrota ao Palácio do Planalto’ (Política, ontem). O Congresso Nacional derrubou, por larga margem de votos, o veto da dosimetria, e isso representa uma vitória para o Brasil, que precisa e deve voltar a viver a verdadeira democracia. Essa medida corrige, parcialmente, a injustiça contra aqueles que foram presos e condenados a sentenças exorbitantes pelos atos condenáveis do fatídico 8 de Janeiro. Sou contra todo e qualquer tipo de crime, assim como contra toda e qualquer injustiça. Devemos pagar pelo que fazemos seguindo as leis, e não conforme a cabeça ou o fígado de um juiz. No Brasil, há criminosos soltos com os mais variados delitos nas costas, vivendo tranquilamente, enquanto há outros condenados de forma desproporcional. Como alguém que pichou uma estátua com batom ou um empresário que doou R$ 500 para ajudar a alugar um ônibus para Brasília pode ser condenado a 14 anos de prisão? Há também o caso de Clériston Cunha, o Clezão, que morreu na prisão por questões de saúde aos 46 anos de idade, sem ser julgado. Isso não é justiça, é justiçamento. Nenhum dos envolvidos tinha foro privilegiado para ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Por essa e outras razões, os brasileiros acreditam cada vez menos no Judiciário, conforme pesquisas recentes. Quem sabe, daqui para frente, as coisas comecem a mudar para voltarmos à normalidade.

Mauri Fontes - Santo André

DGABC

Messias rejeitado – 1

‘Indicação de Jorge Messias ao STF é rejeitada pelo plenário’ (Política, dia 30). Após o sinal de força emitido pelo Senado, com a rejeição da indicação de Jorge Messias a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, os ministros deveriam colocar as barbas de molho, especialmente aqueles dois que têm, ao que parece, muita proximidade com o escandaloso esquema do Banco Master.

Danilo Soldan - Capital

Messias rejeitado – 2

A rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado rompe um padrão histórico. Tradicionalmente, indicações presidenciais – sobretudo de um presidente com o peso político de Luiz Inácio Lula da Silva – são acolhidas com deferência institucional, salvo diante de impedimentos claros e fundamentados. Quando isso não ocorre, o gesto deixa de ser técnico e passa a carregar um recado político. O episódio expõe tensões entre Executivo e Legislativo, mas também abre uma oportunidade estratégica. A escolha de uma mulher – especialmente uma mulher preta, com notório saber jurídico e alinhamento progressista – não seria apenas simbólica, mas um passo concreto para corrigir uma distorção histórica na ocupação dos espaços de poder, como o Supremo Tribunal Federal. Hoje, a presença feminina no STF é mínima, com destaque para Cármen Lúcia, evidenciando um desequilíbrio que não reflete a sociedade brasileira. Em um governo que se propõe progressista, ignorar essa realidade enfraquece o discurso de inclusão e representatividade. Mais do que uma nomeação, trata-se de afirmar quem tem direito de ocupar os espaços de decisão. Representar é legitimar.

Siomara Ferres - São Caetano

Messias rejeitado – 3

Pela soberba do presidente, e pelo governo sem líderes que entendam o jogo político no Congresso, Lula não somente sofre derrota histórica como é humilhado no Senado. Depois de 132 anos, ou desde 1894, um nome indicado pelo Planalto para o STF (Supremo Tribunal Federal), Jorge Messias, é rejeitado pelo Senado por 42 votos contra e 34 a favor. Não adianta os petistas jogarem a culpa no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por ter trabalhado para essa derrota, já que desejava indicação de outro nome, o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Só cego não enxerga que o Planalto é minoria na Câmara e no Senado. Achava que liberando, na véspera da votação, R$ 12 bilhões de emendas parlamentares compraria votos para aprovar o nome de Messias... E também tentam fazer entender que a vitória da oposição teve ajuda do ministro Alexandre de Morais, que, também na véspera da votação, jantou com Davi Alcolumbre. Ora, esse resultado se dá em razão de termos no comando da Nação um presidente que se sente absoluto e surdo. E, mais uma vez, prejudica o País, já que, por mais alguns meses, até que se indique e aprove um novo nome, o Supremo ficará desfalcado. E vai continuar funcionando no plenário com apenas 10 e não 11 ministros, como ocorre desde a aposentadoria, em outubro de 2025, de Luis Roberto Barroso. Na realidade, estamos mesmo é órfãos de um presidente.

Paulo Panossian - São Carlos (SP)

Escala 6x1

‘Discussão sobre o fim da 6x1expõe impasses entre qualidade de vida e custo para empresas’ (Economia, ontem). Sempre quando a medida é para beneficiar o trabalhador, a ladainha do empresário é que vai quebrar a economia? Daqui a pouco vêm os pobres defenderem os empresários.

Ricardo Souza - do Instagram

Azulão

‘Tite Campanella convoca torcida do Azulão para decisão na A-4’ (Esportes, ontem). O Azulão sempre defendeu São Caetano e levou a nossa cidade ao conhecimento do mundo. Disputamos dezenas de Jogos Abertos representando a cidade. Para nos agradecer, a Prefeitura (na gestão Auricchio) nos despejou do espaço José Tortorello Neto e perseguiu o clube. Ainda bem que agora a Prefeitura está reconhecendo o Azulão. Vamos lotar o campo.

Jayme Aparecido Tortorello - São Caetano




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