Publieditorial A quantidade derrubou naturalmente a qualidade

Por muitas décadas, o turismo por si só, já fora tratado como luxo, glamour e algo para poucos e seletos.
Nos anos 80, 90 e início dos anos 2000, o turismo passou a ser popularizado, principalmente pelo avanço das operadoras e agências de viagens que logravam baixos preços para grandes grupos.
A quantidade derrubou naturalmente a qualidade.
Neste período, o turista de maior poder aquisitivo, se viu compartilhando o mesmo espaço, que antes eram exclusivistas, e agora grandes populações de excursionistas. O desconforto por conflitos de interesses e posturas apareceram rapidamente.
No mesmo momento, e fazendo um certo contrassenso, a ostentação, entrou em decadência, e o turismo de luxo teve a obrigação de se reinventar.
O turismo da “minoria”, deixou então de ser apenas sobre ostentação, glamour e custo elevado, para ser personalizado e com experiências autênticas e intimistas.
A privacidade passou a ser um item essencial e indispensável para identificar o turismo elitista.
Esta semana, buscando opções de hotéis de luxo, me deparei com uma frase, quase um mantra, que me chamou atenção. O Secreto Luxury Boutique Hotel, em Campos do Jordão, se qualifica afirmando: “ hospede-se em um hotel boutique premium e transforme sua estadia em experiencia. O oásis perfeito para casais. Alta gastronomia, silencio absoluto e serviço invisível”.
Fiquei muito curioso em saber, o que na prática, significa “serviço invisível”.
Como curioso e analista do setor, fiz a reserva e imergirei nesta experiência, prometendo a todos leitores desta coluna, fazer um relato destes dias em alto luxo, elevada gastronomia, acomodações premi um e observar com atenção a tal “invisibilidade”.
Fato é, turismo de luxo, não se trata apenas de preço, e sim de beleza, qualidade dos produtos, serviços e a uma soma perfeita de infraestrutura, tanto humana quanto física.
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