Setecidades Titulo Delegacia da Mulher 24 horas

Com serviço ininterrupto, ocorrências na DDM de São Bernardo aumentam 12%

Na primeira semana de funcionamento foram 33 casos; unidade teve três prisões em flagrante de agressores durante os períodos noturno

24/05/2026 | 22:55
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) 24 horas de São Bernardo contabilizou 33 ocorrências entre segunda-feira (18) e quinta-feira (21), na primeira semana de funcionamento. Foi um aumento de 12% nos registros em comparação aos 29 do período anterior (de 11 a 14 de maio), quando existia apenas o expediente diurno no espaço.

Segundo informações passadas pelo delegado titular da unidade, Wagner Milhardo, 26 ocorrências foram relacionadas a denúncias de violência doméstica de diferentes naturezas, como agressões, injúrias e ameaça. Na semana anterior à abertura oficial do expediente noturno, foram 18.

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Ainda de acordo com o responsável, houve crescimento de 35% em solicitações de medidas protetivas, sendo 23 pedidos já com funcionamento ininterrupto, contra 15 antes do novo horário de atividade.

“Isso vem espelhar a maior credibilidade com relação à efetivação de um resultado positivo também para as vítimas. Estando aberto 24 horas, as mulheres são recepcionadas de uma forma diferenciada, ou seja, é uma delegacia especializada. A melhor resposta são os índices, tanto em registros como em pedidos de medidas protetivas”, disse Milhardo.

O serviço noturno, implantado desde a última segunda-feira, também foi procurado durante a semana. Nos períodos noturnos, os agentes realizaram três prisões em flagrante, sendo que na semana anterior não havia executado nenhuma. Desse modo, a ampliação de horário ajudou diretamente nas atividades. “Geralmente, no período diurno são ocorrências que não tiveram violência com uma gravidade elevada ou circunstâncias que levaram a vítima a acionar de imediato uma viatura para se apresentar. Agora, à noite ou fins de semana, a probabilidade de aportar no plantão uma situação de flagrante é muito maior, visto que são horários que o agressor está dentro de casa”, comentou.

Para o pleno funcionamento e acolhimento à noite ou madrugada, Milhardo afirmou que sempre estará presente um delegado, um investigador e um escrivão. “A Delegacia Seccional está na administração para redirecionamento dos funcionários, levando em questão concursos que estão chegando. Então, vão chegar mais delegados e escrivães para que não haja nenhuma lacuna ao espaço”, disse.

A DDM 24 horas de São Bernardo é a primeira da história do Grande ABC e apenas a segunda da Grande São Paulo. A outra unidade ininterrupta fica em Barueri.

O espaço são-bernardense funciona no bairro Planalto, na Cidade da Polícia Civil, complexo que abriga outras organizações da Delegacia Seccional, da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais), GOE (Grupo de Operações Especiais), DPPI (Delegacia de Proteção ao Idoso) e Diicma (Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente).

“A entrega é resultado de muito trabalho e articulação da nossa gestão para fortalecer a segurança pública e garantir atendimento digno e humanizado às mulheres da nossa cidade. Assim, São Bernardo deu um passo histórico na proteção à vida das mulheres”, disse o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos).

Para o chefe do Executivo, o início da operação já mostrou a necessidade e urgência de unidade do tipo na cidade. “Os números representam mulheres que agora encontram acolhimento, proteção e coragem para denunciar a violência.”

ALERTA

O delegado titular também destacou que o ato de registrar um boletim de ocorrência é fundamental para encerrar o ciclo de violência, conseguir uma medida protetiva e fortalecer a vida da mulher. “Inicialmente, surge uma ofensa verbal, depois uma lesão corporal leve e avançando para uma agressão grave. Posteriormente, o acúmulo pode chegar ao feminicídio. Muitas vezes, a vítima acaba deixando, tolerando e culmina em fato mais grave”, concluiu.

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