Palavra do Leitor
FOTO: DGABC

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Wi-fi na CPTM
‘CPTM inicia testes de wi-fi embarcado em trem da Linha 10-Turquesa’ (www.dgabc.com.br). Seria um passo à frente colocar nos vagões entradas USB para carregar celular também.
Ricardo Ferreira
do Instagram
Figurinhas da Copa
‘Polícia Civil apreende 200 mil figurinhas falsificadas de álbum da Copa do Mundo’ (www.dgabc.com.br). Tanto traficante de Mounjaro para prender e vão pegar as figurinhas?
Eduardo Leal
do Instagram
Ranking de cidades
‘Grande ABC cresce em índice de qualidade de vida em ranking nacional’ (Setecidades, dia 21). Os rankings de qualidade de vida apenas confirmam uma realidade antiga: as diferenças regionais no Brasil não podem mais ser explicadas apenas pela falta de recursos. Dinheiro público chega aos estados e municípios há décadas. A pergunta é: por que tantos indicadores continuam ruins? O problema central parece estar na gestão pública. Em muitos locais, a máquina estatal virou espaço de acomodação política, com excesso de cargos indicados, baixa eficiência e pouca fiscalização sobre o destino do dinheiro público. Corrupção, desperdício e incompetência administrativa formam uma combinação devastadora. Discute-se muito quanto dinheiro foi enviado, mas pouco se cobra sobre o resultado entregue à população. Os tribunais de contas também precisam prestar esclarecimentos mais efetivos à sociedade. Muitas vezes, quando relatórios e auditorias aparecem, o governo já mudou de mãos e ninguém responde por nada. O caso recente do Rio de Janeiro, com milhares de exonerações em pouco tempo, mostra o tamanho da máquina pública criada ao longo dos anos. Basta imaginar quanto dinheiro foi consumido sem que os problemas essenciais da população fossem resolvidos. O dinheiro público deveria beneficiar toda a população, mas frequentemente acaba nas mãos de poucos, enquanto a maioria continua convivendo com serviços precários e baixa qualidade de vida. Qualidade de vida não melhora com discursos nem anúncios de verbas, mas com gestão séria, transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público.
Izabel Avallone
Capital
Repasses a municípios
‘Congresso derruba veto à celebração de transferências voluntárias a municípios inadimplentes’ (www.dgabc.com.br). Contrariando a legislação eleitoral, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Com isso, os parlamentares autorizaram a União a repassar recursos para Estados e municípios em pleno ano eleitoral. Vale lembrar que, há décadas, a lei proibia o repasse de verbas nos três meses anteriores ao pleito, especialmente para municípios com até 65 mil habitantes que estivessem inadimplentes com o governo federal. A gravidade da medida se mostra nos números: dos 5.045 municípios brasileiros desse porte, cerca de 3.100 encontram-se negativados. Ironicamente, a própria bancada do PT foi autorizada pelo presidente a votar a favor da derrubada do veto. Essa mudança certamente favorecerá prefeitos e aliados, que ganharão visibilidade política às vésperas das eleições, permitindo o início de novas obras – muitas vezes inacabadas – e a manutenção de rodovias. Como a transparência não é o forte de nossas instituições, essa nova regra infelizmente se torna um prato cheio para o velho clientelismo político, abrindo brechas para promessas assistencialistas em troca de votos. Esse, infelizmente, é o Brasil institucional que conhecemos.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
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