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Com operação em Santo André, PF diz que fraude na Caixa gerou rombo de R$ 2 milhões

Grupo é suspeito de desviar dinheiro de 30 correntistas espalhados pelo Brasil, com ajuda de ex-funcionária de agência de Campinas

Beatriz Mirelle
26/05/2026 | 19:40
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Polícia Federal informou que o prejuízo das fraudes praticadas contra 30 clientes da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 2 milhões. Nesta terça-feira (26), foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Santo André, Campinas, São Paulo e Franco da Rocha. De acordo com as investigações, uma das vítimas chegou a ter prejuízo de R$ 250 mil.

As movimentações começaram a ser apuradas em dezembro de 2025, após a Caixa informar aos agentes de segurança relatos sobre emissão de cartões e a realização de transações fraudulentas em contas de correntistas da instituição. 

Os criminosos costumavam cancelar os cartões titulares e emitir a 2ª via sem que as vítimas soubessem. Uma ex-funcionária de uma empresa terceirizada que trabalhava em uma agência do banco em Campinas desbloqueava os novos cartões para que o grupo realizasse os delitos. Os mandados foram emitidos pela 9ª Vara Federal de Campinas.

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O delegado executivo da Polícia Federal de Campinas, Davi de Oliveira Rios, explica que, a partir da análise de dados, os investigadores localizaram quatro núcleos de movimentação de valores. “Embora não tivessem vínculos entre si, todos chegavam a uma pessoa. Essa terceirizada fazia o desbloqueio indevido desses cartões. Assim, eles conseguiam fazer qualquer movimentação que um correntista consegue.”

Rios aponta que eles realizavam, de forma instantânea, saques, empréstimos e compras em estabelecimentos, por exemplo. “Alguns correntistas foram lesados de R$ 15 mil a 20 mil. Outros tiveram prejuízos maiores de R$ 250 mil. Eles (os criminosos) conseguiam esses cartões, faziam desbloqueio por meio dessa pessoa da agência de Campinas e, logo depois, realizavam operações muito rápidas. No mesmo minuto já tinha transição”, relata o delegado.

As vítimas são de diversas partes do Brasil. Os materiais apreendidos foram celulares, HDs e pendrives, que serão encaminhados para análise para tentar identificar os envolvidos. Até o momento, ninguém foi preso.

Em nota, a Caixa informa que atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. 

“O banco aperfeiçoa, continuamente, os critérios de segurança em movimentações financeiras, e acompanha as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a maneira de operar de fraudadores e golpistas”, indica. “Monitoramos ininterruptamente produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos”, complementa.

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