
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na tarde desta sexta-feira, 29, que qualquer retirada ao bloqueio de ativos iranianos será feita de forma lenta. "Temos três cenários sobre o Irã: acordo, nenhum acordo ou 'ação cinética'", enfatizou ele no Fórum Econômico Nacional Reagan 2026, em Washington, D.C. "Podemos colocar mais sanções sobre o Irã, se quisermos", acrescentou.
Segundo ele, o aumento do preço da gasolina, em meio ao avanço dos preços do petróleo, representa menos de US$ 200 por mês para as famílias americanas. O secretário reafirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, deseja a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz e a entrega de urânio enriquecido por Teerã para fechar um acordo.
Bessent ainda argumentou que as políticas econômicas de Trump estão ajudando a reverter décadas de falhas políticas que deixaram as cadeias de suprimentos dos EUA vulneráveis e sua economia muito dependente de adversários, incluindo a China. "Os EUA acordaram para a necessidade de capacidade produtiva, estávamos dormindo."
Os EUA não cortarão laços indiscriminadamente com parceiros comerciais, mas distinguirão "interdependência saudável de superdependência perigosa", ponderou ele. "Não podemos ter nosso rival como principal mercado; capacidade de produção é poder".
Fed
O secretário do Tesouro dos EUA disse ainda que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) voltará a ter credibilidade e foco com Kevin Warsh na presidência. Segundo o secretário, ele e Warsh tomaram um café da manhã juntos nesta sexta.
Bessent afirmou que Warsh irá "se livrar" da orientação futura - ou forward guidance, como é conhecida em inglês - e lamentou que dirigentes estejam "dando discursos demais, falando sem parar".
Perguntado sobre manter o dólar norte-americano como moeda de reserva, o secretário respondeu que "nada mudou" sobre o tema, durante o Fórum Econômico Nacional Reagan 2026.
"As pessoas têm uma noção errada do que significa um dólar forte", acrescentou. Para além de oscilações em alta ou baixa, "um dólar forte significa fazer as coisas certas para a economia".
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