Polêmica Omar Abdulkadir Artan, árbitro da Somália barrado de entrar nos Estados Unidos, também aparece em destaque
FOTO: Divulgação/L''Équipe

As polêmicas ações políticas antimigratórias dos Estados Unidos, às vésperas do início da Copa do Mundo, colocaram o mandatário da Fifa Gianni Infantino como uma "marionete" do presidente americano Donald Trump, em capa publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês L'Équipe.
O principal diário esportivo da França fez severas críticas à postura do governo neste sentido e estampou a manchete "Bem-vindo aos EUA" para contextualizar o cenário das pessoas que vem sendo barradas na tentativa de acompanhar o Mundial. O caso que ganhou o maior destaque foi do árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália. Escalado pela Fifa para apitar nos jogos da competição, ele enfrentou uma entrevista de 11 horas na migração, além de detenção em uma cela, foi proibido de entrar nos País, e acabou deportado.
Mas este não foi o único episódio retratado pelo noticioso. Aymen Hussein, principal nome da seleção do Iraque passou por situação parecida ao ser detido por cerca de sete horas na migração e só depois teve a sua entrada nos Estados Unidos liberada. Quem não teve o mesmo tratamento foi o fotógrafo da seleção iraquiana. Com o visto negado, ele teve de voltar para Bagdá.
Já a seleção do Irã, que está concentrada no México e tem mandos marcados para Los Angeles (duas partidas) e Seattle nesta fase de grupos, só havia sido liberada para entrar no País nos dias dos seus confrontos com a obrigatoriedade de sair no mesmo dia. Nesta terça, porém, a agência Reuters informou que os iranianos vão poder chegar um dia antes. A atual edição da Copa do Mundo é a maior da história do torneio.
O Mundial vai contar com a participação de 48 seleções e será disputada em três sedes pela primeira vez. Além dos Estados Unidos, México e Canadá também vão sediar o evento esportivo. O torneio de seleções começa neste dia 11 e a final está marcada para 19 de julho.
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