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Custo para viver em Santo André e São Bernardo supera o de 17 capitais

Municípios da região têm valores de R$ 5.500 e R$ 5.300 por mês, respectivamente; Macapá (AP), última no ranking, aponta R$ 3.180

14/09/2026 | 07:00
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O custo de vida em Santo André e São Bernardo é maior do que em 17 capitais brasileiras. É o que aponta o levantamento da plataforma Custodevida.org, que reúne dados das cinco cidades mais populosas de cada Estado. A pesquisa, atualizada neste mês, leva em consideração sistemas como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), Ministério da Saúde, informações oficiais das prefeituras, entre outros serviços.

Para chegar ao valor, o painel considerou seis categorias principais de despesas em um município: moradia, alimentação, transporte, saúde, educação e bens de consumo. Segundo o levantamento, o custo de vida mensal para um adulto solteiro é de R$ 5.550 em Santo André. Já em São Bernardo, o valor registrado pelo estudo foi de R$ 5.300.

Dessa forma, as cidades ficaram à frente de importantes municípios do País, como, por exemplo, Recife, em Pernambuco, e Salvador, na Bahia, que contabilizaram valores de R$ 5.100 e R$ 4.890, respectivamente. Além delas, as representantes da região aparecem acima de Manaus (Amazonas), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Belém (Pará), João Pessoa (Paraíba), Maceió (Alagoas), Natal (Rio Grande do Norte), Aracaju (Sergipe), Teresina (Piauí), São Luís (Maranhão), Boa Vista (Roraima), Palmas (Tocantins), Porto Velho (Rondônia), Fortaleza (Ceará), Rio Branco (Acre) e Macapá (Amapá), esta última com R$ 3.180.

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De acordo com o gestor do curso de Ciências Econômicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Volney Gouveia, o custo de vida em uma região depende do seu nível de renda. “O salário pago pelas empresas destas cidades é relativamente alto, isto compõe o custo dos bens e serviços oferecidos, levando a aumentar seus preços ao consumidor final”, comentou.

De modo geral, os municípios contam com amplas áreas comerciais, oferta de serviços essenciais e diferentes atrativos econômicos para os moradores. São Paulo, por exemplo, apresentou o maior custo no levantamento, com R$ 7.300 mensais.

A Prefeitura de Santo André informou que o valor é influenciado por uma série de fatores, entre eles a maior concentração de empregos, serviços, infraestrutura, comércio e oportunidades econômicas – características comuns aos grandes centros urbanos.

“Precisa ser analisado em conjunto com os indicadores de renda, emprego, qualidade dos serviços e oportunidades disponíveis à população. A proposta é criar condições para que empresas se instalem, cresçam e gerem empregos no município, ao mesmo tempo em que os moradores tenham acesso às oportunidades criadas por esse desenvolvimento”, comunicou.

Já São Bernardo avaliou que o valor apresentado pelo levantamento está de acordo com as características e o perfil socioeconômico da cidade. “É compatível com o perfil de um dos municípios mais economicamente dinâmicos, que concentra grandes empresas, forte atividade industrial, comércio e serviços e um mercado de trabalho qualificado. Em 2026, o PIB (Produto Interno Bruto) municipal é estimado em R$ 72 bilhões, colocando-o na 16ª posição no ranking nacional e 5ª no Estado de São Paulo, além de ser a terceira maior exportadora paulista e a maior geradora de riquezas do Grande ABC.”

Ainda de acordo com a administração são-bernardense, feirões com 7.000 vagas, melhorias na saúde e novas obras de mobilidade acompanham o cenário e aumentam a qualidade de vida na cidade.

O gestor do curso de Ciências Econômicas da USCS relatou que todos os territórios precisam pensar em conter os elevados preços e sanar as desigualdades. “Observamos cidades com grande desigualdade de renda. Diante disso, é preciso, por exemplo, identificar itens da cesta básica que mais sofrem aumento de preço e fazer com que o poder público intervenha com políticas setoriais”, falou.

Para reduzir as desigualdades entre a população, a Prefeitura de Santo André informou que atua no fortalecimento dos negócios e na qualificação profissional. “Isso busca fazer com que o dinamismo econômico da cidade se converta em renda e oportunidades, contribuindo para reduzir desigualdades e ampliar a qualidade de vida.”




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