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Atrás da bateria, pequenos músicos aprendem o ritmo e sonham com palcos

No Dia do Baterista, celebrado neste domingo, crianças contam sobre o gosto pelas baquetas, desafios e o futuro artístico

Julio Lima
Especial para o Diário
20/09/2026 | 10:08
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DGABC FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O primeiro contato de uma criança com uma bateria pode acontecer de diferentes maneiras. Para alguns, vem da família. Já para outros, pela curiosidade ou pelo contato com um instrumento de brinquedo. 

Em comum, os pequenos bateristas têm a vontade de aprender, tocar suas músicas preferidas e, quem sabe, chegar aos palcos. Neste domingo, 20 de setembro, é o Dia do Baterista. Para celebrar a data, o Diarinho reúne histórias de quem domina as baquetas.

Na School of Rock, em São Caetano, Davi Veronesi, 12 anos, começou cedo. Aos 4, teve o primeiro contato com esse universo. Antes de ter uma bateria de fato, porém, já improvisava com gravetos numa “versão imaginária do instrumento”.

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Atualmente, o que mais chama sua atenção é a possibilidade de continuar evoluindo. “A minha parte favorita é tocar músicas novas e desenvolver novas habilidades”, conta Davi.

A prática também trouxe mudanças além da música. Segundo ele, a atividade ajudou a melhorar sua concentração, e seu objetivo agora é “me tornar melhor a cada ano”.

Para Miguel Araújo, 11, as batidas e o ritmo fazem parte da família há muito tempo. O pai é baterista, e foi justamente ele quem serviu de inspiração para que ele começasse a tocar.

Sem bateria em casa, Miguel “estreou” com um instrumento de brinquedo. Aos 4 anos, passou a estudar na escola são-caetanense. Hoje, sua sala de bateria e os estúdios da escola estão entre os lugares favoritos. Neles, consegue praticar aquilo que aprende nas aulas. “São lugares bem convidativos para aprender. Você não vai ter aquela pressão de que tem que fazer algo. Vai no seu tempo, conhecendo coisas novas, e aí vai chegando num nível elevado”, explica.

Para Miguel, a bateria também tem uma função especial dentro das músicas. O instrumento é responsável por ajudar a construir e manter o ritmo. Por isso, ele pretende levar a atividade para o futuro: quer seguir carreira como músico.

A influência familiar também aparece na história de Rafael Schnyder, 11. Ele conta que teve contato com o instrumento ainda aos 3 anos e tocava com o avô. Aos 8, começou a frequentar a escola. O gosto pela música apareceu desde cedo. Entre as bandas de que Rafael mais gosta atualmente está o Slipknot, com seu som pesado. Mas sua recordação favorita não envolve uma grande apresentação. “Lembro do meu primeiro dia. O que mais gostei foi a primeira música que aprendi a tocar.”

Rafael também já sabe onde gostaria de chegar. Se depender dele, as baquetas ainda estarão presentes quando ele for adulto. O sonho é subir ao palco do Rock in Rio com a própria banda. 

Também não é preciso acertar tudo de primeira. O aprendizado acontece com prática e repetição. Para Davi, o conselho para quem está começando é simples: “Pratique, nunca desista e seja forte”.

Entre as primeiras batidas e os sonhos de se apresentar diante de uma multidão, os jovens bateristas seguem descobrindo novos ritmos. E, enquanto os exercícios ficam mais difíceis, os objetivos também crescem: seja para seguir carreira como músico, melhorar a cada ano ou formar uma banda e tocar no maior evento musical do País.

Muito além do rock: instrumento é versátil e está no pop, jazz ou samba

Pode parecer que a bateria está ali apenas para marcar o tempo da música, mas seu papel é bem mais complexo.

Enquanto guitarras, baixos e outros instrumentos ajudam a construir melodias e harmonias, é a bateria que organiza o ritmo e dá movimento à música.

Para tocar, o baterista precisa coordenar diferentes partes do corpo ao mesmo tempo. Mãos e pés fazem movimentos distintos, enquanto os ouvidos acompanham os outros instrumentos. Por isso, uma mesma música pode exigir várias ações simultâneas e muita atenção.

O baterista também precisa entender quando tocar mais forte, diminuir a intensidade ou fazer uma pausa. Pequenas mudanças podem alterar a maneira como uma música é sentida.

É justamente essa participação constante que chama a atenção de Miguel, por exemplo. Para ele, a bateria tem uma função especial porque “leva a música para fazer o ritmo”. Na prática, cada batida ajuda a construir a identidade da canção e a manter os outros músicos conectados.

A bateria vai muito além do rock. Pop, jazz, samba e diversos outros estilos também utilizam a bateria de maneiras diferentes. Assim, conforme o baterista conhece novas músicas, também descobre novas possibilidades para o instrumento.

Por isso, aprender bateria também é uma aventura. No começo, pode ser difícil fazer mãos e pés trabalharem juntos, mas cada treino traz uma descoberta. E, quando a batida finalmente sai do jeito esperado, vem a sensação de “dever cumprido” e a vontade de pegar as baquetas e tentar de novo. 

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