Especialistas defendem planejamento integrado como fórmula para enfrentar problemas regionais
Para pesquisadores, próximo presidente precisa enxergar o Grande ABC como território único a fim de impulsionar o desenvolvimento
Especial para o Diário

O Grande ABC conhece seus principais gargalos e para saber o que a região espera do próximo presidente da República, o Diário buscou especialistas de diferentes áreas para identificar os problemas mais urgentes e, principalmente, apontar o que pode ser feito para enfrentá-los. Também ouviu os prefeitos das sete cidades para entender como o próximo chefe do Executivo federal pode ajudar no desenvolvimento efetivo da região. Os candidatos ao cargo são Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Rui Costa Pimenta (PCO),Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB) e Wilson Grassi (Democrata).
As demandas passam por segurança, saúde, mobilidade, desenvolvimento econômico, cultura, ciência e tecnologia, educação, habitação e meio ambiente. Apesar das áreas diversas, os especialistas têm um ponto em comum: a necessidade de políticas federais que considerem o Grande ABC como uma região integrada.
As cidades têm universidades, centros de pesquisa, indústria, hospitais, redes de ensino e infraestrutura. O que se espera do próximo presidente é que esse patrimônio seja incorporado a uma política federal capaz de trazer soluções regionais.
Entre os prefeitos, as principais expectativas são o fortalecimento dos municípios, a revisão dos repasses federais e a garantia de recursos para áreas como saúde, educação, infraestrutura e mobilidade.
O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Republicanos), defende uma revisão do pacto federativo. “Os municípios precisam ter mais capacidade de investimento e autonomia para definir suas prioridades”, diz.
Em Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL) aponta a necessidade de rever a distribuição dos recursos, “principalmente nas áreas da saúde e da educação”.
Já o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania), destaca como prioridade “programas e investimentos que ajudem a melhorar a saúde, a mobilidade, a infraestrutura e a segurança”.
De Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB) afirma que “habitação, saneamento, mobilidade, saúde, educação, prevenção de desastres, infraestrutura e desenvolvimento econômico não podem começar do zero a cada quatro anos”.
Em Diadema, Taka Yamauchi (MDB) defende um pacto mais municipalista. “As cidades precisam ter maior capacidade de investimento.” De Mauá, Marcelo Oliveira (PT) defende a manutenção dos investimentos na região.
Já o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), cobra apoio para projetos estruturantes. “O que São Bernardo espera é apoio para que essa gestão possa continuar transformando a cidade.”
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