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Lula e Flávio Bolsonaro avançam ao segundo turno da eleição presidencial

Presidente precisa de virada histórica, que não acontece desde a redemocratização do País, em 1989

04/10/2026 | 01:17
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FOTO: Ricardo Stuckert e Vittor Sales Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de buscar uma virada histórica no segundo turno da eleição presidencial para superar Flávio Bolsonaro. O petista terminou a primeira etapa da disputa atrás do candidato do PL por cerca de 2,2 milhões de votos – diferença que, desde a redemocratização do País, em 1989, nunca foi revertida por um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar.

Com 99,99% das urnas apuradas até as 00h30 deste domingo (4), Flávio Bolsonaro registrava 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.102.160 votos. Lula aparecia em seguida, com 45,16%, ou 53.867.157 votos. Os dois foram confirmados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como os candidatos que disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Apesar da vantagem, a diferença entre os dois candidatos neste primeiro turno é a menor já registrada entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial. Em 2022, por exemplo, Lula terminou a primeira etapa à frente de Jair Bolsonaro (PL) por cerca de 6,1 milhões de votos. Naquele ano, o petista venceu a eleição no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,21milhões de votos.

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A estratégia de Lula para a segunda etapa deverá incluir a busca pelos eleitores que não compareceram às urnas. Mais de 33,3 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno, o equivalente a 21,07% do eleitorado. Segundo os dados do TSE, 2.300.757 eleitores votaram em branco e 3.674.066 anularam o voto. Juntos, os votos brancos e nulos somaram aproximadamente 5,9 milhões.

Após o resultado, Flávio Bolsonaro fez um discurso em frente ao QG de sua campanha, em Brasília, e comemorou a liderança na votação. “Está decretado o fim da era do PT”, declarou o senador. “Estou muito feliz com a possibilidade real de o Brasil dar uma resposta definitiva, de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai resgatar a democracia e indicar pelo menos quatro ministros para o STF que não vão tentar interferir nas eleições”, disse.

Lula, apesar de ter terminado o primeiro turno atrás, afirmou que está confiante para a segunda etapa da disputa. “Sou muito bom no mata-mata, no tête-à-tête”, declarou. “O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico, científico, exploração de terras raras e minerais críticos, e vamos mostrar o que vai ser o crescimento da nova indústria no Brasil”, afirmou.

Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros dez candidatos disputaram a Presidência: Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).

No exterior, Lula foi o candidato mais votado no primeiro turno. Com 100% das urnas apuradas, o petista recebeu 47,57% dos votos válidos, o equivalente a 157.387 votos. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 43,49%, ou 143.900 votos.

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Com a definição da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, os candidatos que ficaram fora da segunda etapa começam a definir suas posições para o novo turno. Augusto Cury e Renan Santos declararam na noite de ontem que não apoiarão nenhum dos dois candidatos. Juntos, eles receberam cerca de 6,1 milhões de votos no primeiro turno.


Matéria atualizada às 1h17




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