O que os pequenos fariam se comandassem uma cidade?
No Dia das Crianças, celebrado na segunda-feira (12), a imaginação ajuda a criar um mundo mais alegre e cheio de diversão
Especial para o Diário
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Quando o tradicional Dia das Crianças chega, o que costuma vir à mente são brinquedos, presentes, brincadeiras e momentos com os amigos e a família. Porém, a data vai muito além disso. Trata-se de uma oportunidade para reforçar que toda criança tem o direito de se divertir, estudar, aprender, ser protegida e, principalmente, usar a imaginação.
No Brasil, a celebração começou há mais de 100 anos. Foi em 1923 que alguns adultos se reuniram no Rio de Janeiro para conversar sobre maneiras de cuidar melhor das meninas e dos meninos. No ano seguinte, o dia 12 de outubro foi escolhido como um momento especial para lembrar dos pequenos.
Mas e se, em vez de ganhar coisas materiais, as crianças tivessem o poder de comandar uma cidade por um dia inteiro? Com essa ideia, o Diário visitou a minicidade, situada no complexo da Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André. Mais do que simplesmente conhecer as ruas e instalações do local, os pequenos foram convidados a pensar que seriam responsáveis por todo um município. Sob o olhar das crianças, as possibilidades são infinitas, com espaços e regras que parecem saídos do mundo da fantasia.
A pergunta era simples: se você estivesse na direção da cidade por um dia, o que mudaria nela? As respostas mostraram que, quando a imaginação infantil assume o comando, os limites deixam de existir.
Para Davi de Oliveira Souza, 11 anos, morador do bairro Assunção, em São Bernardo, a prioridade seria criar espaços onde as crianças pudessem se divertir em segurança. “Faria parques temáticos e com muita tecnologia. Acho legal ter lugares para todos brincarem e aprenderem. Também colocaria robôs movidos por IA (Inteligência Artificial) para andarem por todos os lados”, disse ele, que gostaria de ver mais árvores ao redor das construções.
Nas escolas, ele argumentou que aumentaria os momentos de estudo e a quantidade de lições de casa, investindo bastante na literatura. Já no trânsito, criaria regras para que os motoristas respeitassem os semáforos e não andassem em alta velocidade. “Com essas ideias em prática, as pessoas poderiam andar pelas ruas com muito mais segurança”, completou.
A irmã caçula de Davi, Liz de Oliveira Souza, 5, também teve ideias próprias para a sua cidade dos sonhos. Entre lojas e lugares onde a diversão não iria parar, ela pensou em criar uma biblioteca. No entanto, ao avançar na construção de um município para chamar de seu, a imaginação da menina falou mais alto. “Queria que tivesse uma árvore de algodão doce e um castelo também feito de doces. Isso seria muito legal. Iria brincar bastante e me divertir. Também faria uma loja de bonecas da Barbie, porque eu gosto muito dela”, explicou a pequena.
Mais importante do que pensar quem estaria no comando de uma cidade no Dia das Crianças, é lembrar que os pequenos também têm voz, independentemente da idade. Afinal, quando podem contar o que pensam, eles mostram aos adultos como gostariam de ver o mundo: com mais brincadeiras, espaços para estar com os amigos e com boas doses de imaginação. O Diário deseja um excelente Dia das Crianças aos seus leitores.
Na minicidade, crianças aprendem sobre as ruas e civilidade brincando
Seja no Dia das Crianças ou em qualquer outra data, aprender como funciona uma cidade pode ser muito mais divertido quando a gente coloca os conhecimentos em prática. No complexo da Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André, a minicidade permite que os pequenos conheçam as regras de trânsito e aprendam a circular com segurança enquanto brincam, em um espaço que imita situações do dia a dia.
O local tem ruas com faixas de pedestres, semáforos, placas de sinalização e calçadas. Durante as atividades, as crianças podem brincar como pedestres e passageiros de miniveículos, descobrindo a importância de respeitar as regras de trânsito para evitar acidentes.
Segundo Nathalia Lopes Marques Belchior, 39 anos, gerente de Educação de Trânsito da Secretaria de Mobilidade de Santo André, as atividades vão além de ensinar a atravessar a rua ou reconhecer os sinais. As crianças também aprendem sobre cidadania, respeito e cuidado com os espaços públicos. “A gente trabalha não somente com o trânsito em si, mas também com união, meio ambiente, entre outros. Queremos formar um cidadão por completo”, comentou.
A gestora explica que aprender essas lições desde cedo ajuda a entender a importância das atitudes seguras e colocá-las em prática. As atividades educativas também continuam nas escolas, com materiais didáticos utilizados pelos professores durante o ano.
Inaugurada na mesma data que a Sabina, em 11 de fevereiro de 2007, a minicidade mostra que brincar também pode ser uma maneira divertida de aprender.
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