Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 13 de outubro de 2026
13/10/2026 | 11:46

Infância atípica
‘Os desafios da infância atípica’ (Setecidades, ontem). A manifestação da sra. Débora Santos, mãe de David, de 7 anos, autista, merece atenção. As mães atípicas querem ser abraçadas por uma causa tão nobre. O papel do Estado é muito importante, trazendo experiências exitosas e ouvindo pedagogos, educadores e professores. Secretários de Educação, sociedade civil, prefeitos, mães e pais precisam ser ouvidos. Ouvir é muito importante. Por que não promover um grande evento para avançarmos? As mães atípicas estão pedindo atenção e providências urgentes. Afinal, qual das nossas sete cidades vem apresentando progressos na educação das crianças e oferecendo apoio aos familiares? Um diagnóstico ou retrato do momento poderá ser importante para ações imediatas, com cronogramas definidos. Nossas crianças merecem todo o carinho e apoio da cidade. Difíceis são as chacotas e o bullying, conforme relato de dona Débora. A conscientização começa no ambiente da sala de aula. Na opinião de um leigo, a convivência torna-se essencial para interagir de maneira acolhedora.
Ronaldo Duran-Santo André
Intolerância
A intolerância nasce quando a raiva sai de nós e ataca os que não compartilham das mesmas opiniões que nós. Xingar outras pessoas de longe, via WhatsApp e redes sociais, oferece a sensação de segurança, do poder de ofender sem sofrer as devidas consequências… Ao se encontrarem face a face, quem sabe terão a coragem de repetir os impropérios? Se tiverem e perderem de vista a inutilidade da ação e a lucidez, uma ou mais vidas poderão sofrer as consequências, pois estas são inevitáveis, nunca positivas e, tantas vezes, sem o mínimo remorso. Para os que não se controlam e vomitam suas opiniões sobre os outros, a única saída é pedir ajuda aos profissionais competentes antes que o bumerangue retorne… Terceira Lei de Newton: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade” – mais cedo ou mais tarde...
Márcia Perecin-São Bernardo
PIB brasileiro
“Previsão de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,86% para 1,85% no Focus do BC” (www.dgabc.com.br). No mês de agosto, no País, além das dificuldades de sobrevivência das empresas, 84 milhões de pessoas estavam inadimplentes. Desse total, 20,71% tinham contas básicas atrasadas. Nos bancos e cartões de crédito, o atraso atingiu 27,37%. Para piorar, como divulga o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação de setembro subiu 0,82%, ante queda de 0,32% em agosto. No acumulado do ano, alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, de 4,58%, acima do teto da meta do BC (Banco Central), de 4,5%. Ora, se somente a energia elétrica subiu 7,89% em setembro, o que dizer do tomate, com alta de 37,76%, e da batata, com 24,07%? E Lula, sem se ruborizar, diz que tudo está uma maravilha... Talvez nem saiba que os juros do rotativo do cartão atingiram 444,91% ao ano. No rotativo parcelado, a taxa subiu de 189,3% para 192,1%. E, como consequência de um governo perdido e sem vocação para desenvolver o País, o crescimento econômico neste ano ficará em torno de 1,90%. Para 2027, prevê-se um PIB pouco acima de 1%. Que miséria.
Paulo Panossian-São Carlos (SP)
Política e religião
Se a família Bolsonaro for eleita para a Presidência da República, quem será a nova Padroeira do Brasil?
Antonio Padua Lima Jr.-Santo André
Interferência estrangeira
‘Não foram constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito, afirma Kássio Nunes Marques’ (www.dgabc.com.br). Durante meses, ouvimos alertas sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Quando o jornal inglês The Guardian publicou uma reportagem sobre recursos norte-americanos destinados a um programa de oposição a supostos abusos do STF (Supremo Tribunal Federal), a suspeita ganhou pernas, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu apuração e, no próprio dia do primeiro turno, a Polícia Federal anunciou que investigaria uma possível interferência externa.Vieram alertas, buscas da PF e, às vésperas do primeiro turno, até a suspensão dos serviços presenciais das representações dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil, sob alegação de preocupações de segurança. O cenário parecia grave. Só havia um pequeno problema: dois dias depois, o próprio diretor-geral da Polícia Federal informou que não havia plano concreto nem risco efetivo identificado contra as embaixadas. Foram com sede ao pote. Só esqueceram que, em democracia, suspeita não é prova – e investigação não é condenação. É assim que nasce uma pergunta incômoda: quanto estrago uma suspeita pode produzir antes que alguém se dê ao trabalho de verificar se ela era verdadeira? Primeiro vem o alarme. Depois, a manchete. Em seguida, a repercussão política. E, quando a investigação não encontra o que sustentaria o alarme, resta a velha pergunta: quem conserta o estrago? Porque manchete tem memória curta. Mas a impressão que ela deixa no eleitor pode durar muito mais.
Luciana Lins-Campinas (SP)
Comentários
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