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Responsabilidade fiscal

15/10/2026 | 10:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


É preciso reconhecer sem subterfúgios: em pouco mais de um ano e meio no comando do Paço de Santo André, o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania) está ministrando aulas de eficiência fiscal. Ao reduzir 30 de R$ 180 milhões para R$ 37,6 milhões anuais o volume de recursos públicos destinados ao pagamento de precatórios, recorrendo a engenhosas equações administrativas e jurídicas, o chefe do Executivo conquistou o fôlego necessário para realizar investimentos em áreas prioritárias do município, executando os compromissos assumidos em campanha e que lhe garantiram vitória sem necessidade de segundo turno. Responsabilidade fiscal é um dos pilares do desenvolvimento municipal.

Vitória expressiva para a redução dos gastos foi conquistada nos tribunais. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) autorizou a Prefeitura de Santo André a utilizar R$ 70 milhões em depósitos judiciais, que estavam parados, no pagamento de precatórios no decorrer do ano que vem. A decisão representa avanço importante na organização das contas públicas e devolve capacidade de planejamento financeiro ao Paço em 2027. Ato contínuo, Gilvan transmutou o alívio do caixa em benefícios para a população, anunciando investimento em infraestrutura urbana. A cidade necessita. Pavimentação de vias impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos moradores.

Ressalte-se que a redução dos desembolsos anuais com precatórios não apaga a dívida. O mérito da estratégia está em compatibilizar o cumprimento dessa obrigação com a necessidade de manter os serviços públicos e ampliar as possibilidades de investimento do município. Se mantida com planejamento e rigor no controle das despesas, essa condução pode consolidar um ciclo virtuoso para Santo André, com contas mais equilibradas, compromissos judiciais honrados e recursos mais bem distribuídos entre as demandas da cidade. A boa gestão fiscal não se mede só pela economia obtida, mas pela capacidade de converter equilíbrio financeiro em resultados para a sociedade. Gilvan está, pois, de parabéns.

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