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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 15 de outubro de 2026

15/10/2026 | 10:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Agro brasileiro

Mesmo sob um governo sem capacidade de desenvolver o nosso país, o setor agropecuário brasileiro continua dando um show. Em 2025, o agro representou quase metade de todas as exportações do Brasil, movimentando US$ 169,2 bilhões. Esse resultado poderia ser ainda melhor se o governo, em vez de destinar R$ 354 bilhões a pacotes de bondades eleitoreiras sem apelo estrutural, tivesse investido uma fatia expressiva desses recursos em ciência e tecnologia. Um exemplo claro é a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), criada na década de 1970, responsável por colocar o agro brasileiro em posição de destaque mundial. O orçamento atual da entidade para pesquisas é insuficiente (para este ano, de apenas R$ 371,5 bi); o ideal seria elevar os investimentos para R$ 500 milhões, o equivalente a uma pequena fração dos bilhões utilizados de forma irresponsável pelo governo. A despeito dos gargalos, os números gerais do comércio exterior seguem impulsionados pelo campo. Até setembro deste ano, as exportações totais subiram 10,4%, acumulando US$ 285,65 bilhões. As importações alcançaram US$ 222 bilhões (alta de 5%), garantindo um superávit comercial de US$ 62 bilhões nos primeiros nove meses do ano – um crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2025. Vale ressaltar também que, no âmbito das negociações do acordo Mercosul-União Europeia, as exportações brasileiras para o bloco europeu cresceram 30,7% desde maio, somando US$ 44,17 bilhões até setembro.
 
Paulo Panossian-São Carlos (SP)
 
Intolerância
 

“Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a arte de viver juntos como irmãos.” A frase, atribuída a Martin Luther King Jr., retrata o clima de intolerância que marca nossa disputa eleitoral. Quatro anos depois, o eleitor tem o direito de avaliar promessas e resultados. Não precisa de ameaças nem de medo diante da possibilidade de mudança, mas de respeito à sua inteligência e liberdade de escolha. A alternância no poder é saudável e essencial à democracia. Perder uma eleição não pode ser tratado como uma catástrofe, assim como vencer não significa ter o monopólio da verdade. Talvez o maior atraso da humanidade não esteja na tecnologia que ainda precisamos desenvolver, mas na fraternidade que ainda não aprendemos a praticar.

Izabel Avallone-Capital

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