Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 21 de outubro de 2026

Integração regional
O Grande ABC não possui um censo regional para identificar crianças autistas e PCDs (pessoas com deficiência). Os municípios não se falam, não interagem. Por que não utilizam o Consórcio Intermunicipal para adotar ações em conjunto? Onde está o prontuário eletrônico para unificação das informações? Elas existem? Estão disponíveis para que possamos mensurá-las? Assim, poderemos apresentar conjuntamente à bancada legislativa o modelo Cuidar, adotado em São Caetano. O que acham as deputadas e os deputados estaduais? Poderiam colocar essa questão como prioridade. Por que não deixam suas diferenças e ideologias de lado? Por acaso, reuniram-se em algum momento da legislatura passada para estabelecer uma agenda única? Esse espírito precisa ser desarmado. Adotem a publicidade regional para seus eleitores. É descabido o imobilismo. Para concluir, os dados do Censo 2022 do IBGE apontam de 158,8 mil a 202 mil pessoas espalhadas pelas sete cidades. Há muito o que fazer. Neste momento, vocês não me representam, embora eu tenha votado em um candidato da região. Deputadas e deputados estaduais, não sou filiado a nenhum partido. Por favor, não vamos polarizar os comentários. E por que não aprimorarmos a Cross Regional, dando destaque à causa? Até porque o aplicativo, a ferramenta, não está disponível. Como a população da região poderá contribuir? Por meio de abaixo-assinado ou outro instrumento democrático? Voto consciente já! O Diário vem contribuindo e acompanhando a questão. Não estou cometendo excessos nem divulgando fake news. O que falta, na verdade, é respeito ao eleitor, por meio do diálogo e, acima de tudo, da comunicação.
Luciana Lins-Campinas (SP)
Escala 6x1
‘Fim da escala 6x1 é celebrado por trabalhadores do Grande ABC e preocupa empresários’ (www.dgabc.com.br). O fim da escala 6x1 atende a uma reivindicação legítima dos trabalhadores. Mas por que a medida ganhou tanta urgência justamente em ano eleitoral? Após tantos anos no poder, o PT só agora parece ter descoberto que o trabalhador merece descansar. A pressa em aprovar a mudança contrasta com a necessidade de discutir produtividade, custos, contratações e impactos sobre os pequenos negócios. Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), foi ao Senado pedir o adiamento da discussão para permitir uma análise mais cuidadosa. As preocupações do setor produtivo, porém, não receberam o acolhimento que seus representantes reivindicavam. O trabalhador merece descanso, mas também precisa de emprego e renda. E o pequeno empresário precisa de condições para continuar empregando. Direitos trabalhistas e sustentabilidade econômica não são incompatíveis, mas conciliá-los exige diálogo, estudos e planejamento. Por que tanta pressa agora? Direitos sociais não deveriam depender do calendário eleitoral, nem a aprovação de uma medida deveria dispensar a discussão sobre suas consequências.
Izabel Avallone-Capital
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