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Resgate econômico

23/10/2026 | 08:39
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Um milhão e cem mil moradores do Grande ABC estão endividados. O número assusta. Representa mais de um terço dos 2,7 milhões de habitantes das sete cidades. A região espelha drama que asfixia o País. De acordo com reportagem publicada nesta edição do Diário, atravessam calvário financeiro idêntico 82% das famílias brasileiras, uma marca alarmante que ultrapassa a barreira das estatísticas frias e se transforma em angústia diária dentro dos lares. Está faltando dinheiro para as contas básicas. Mais do que problema contábil, a inadimplência generalizada se tornou uma âncora que arrasta o cidadão para a vulnerabilidade e trava a engrenagem do crescimento nacional. Precisa, pois, ser resolvida.

Para o cidadão, o impacto é imediato e devastador. A perda do poder de compra deteriora a qualidade de vida. O orçamento doméstico, antes destinado à alimentação, saúde e educação, passa a ser consumido por juros abusivos e parcelas intermináveis. O endividamento crônico mina a dignidade do trabalhador, gerando ciclo de estresse e adoecimento mental que afeta o ambiente familiar e a esfera profissional. O assalariado vê os valores dos contracheques mensais desaparecerem antes mesmo de chegar ao fim do mês. As consequências para a Nação são igualmente severas. Uma economia marcada pelo endividamento da esmagadora maioria da população está condenada à estagnação.

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Trata-se de círculo vicioso. O consumo perde força, a indústria reduz ritmo, gerando desemprego e precariza-ção das vagas de trabalho, e o Estado, por sua vez, sofre com a queda na arrecadação, limitando sua capacidade de investir em serviços. Romper essa dinâmica exige mais do que os paliativos oferecidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o prometido Desenrola 3.0. É imperativo promover políticas de educação financeira, além de manter programas de renegociação que devolvam o oxigênio aos consumidores. O Brasil não pode aceitar o endividamento crônico como o novo normal. Salvar a saúde financeira das famílias é o primeiro passo para resgatar o futuro econômico do País.



 



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