Um milhão e cem mil moradores do Grande ABC estão endividados. O número assusta. Representa mais de um terço dos 2,7 milhões de habitantes das sete cidades. A região espelha drama que asfixia o País. De acordo com reportagem publicada nesta edição do Diário, atravessam calvário financeiro idêntico 82% das famílias brasileiras, uma marca alarmante que ultrapassa a barreira das estatísticas frias e se transforma em angústia diária dentro dos lares. Está faltando dinheiro para as contas básicas. Mais do que problema contábil, a inadimplência generalizada se tornou uma âncora que arrasta o cidadão para a vulnerabilidade e trava a engrenagem do crescimento nacional. Precisa, pois, ser resolvida.
Para o cidadão, o impacto é imediato e devastador. A perda do poder de compra deteriora a qualidade de vida. O orçamento doméstico, antes destinado à alimentação, saúde e educação, passa a ser consumido por juros abusivos e parcelas intermináveis. O endividamento crônico mina a dignidade do trabalhador, gerando ciclo de estresse e adoecimento mental que afeta o ambiente familiar e a esfera profissional. O assalariado vê os valores dos contracheques mensais desaparecerem antes mesmo de chegar ao fim do mês. As consequências para a Nação são igualmente severas. Uma economia marcada pelo endividamento da esmagadora maioria da população está condenada à estagnação.
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