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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 25 de outubro de 2026

25/10/2026 | 10:06
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DGABC
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Representatividade

‘Candidatos do Grande ABC têm queda de 38,39% em votos para reeleição’ (www.dgabc.com.br). Quero lembrar às deputadas e aos deputados estaduais que representam o Grande ABC que política não é um monólogo, mas um diálogo. No entanto, todos estão agindo de forma contrária, sem exceção. Foram poucos os projetos aprovados para a região, e nem os conheço por falta de divulgação e diálogo com a sociedade. O pior é que, em sua maioria, foram reeleitos, contrariando o voto consciente. Não estou usando o Diário para promoção pessoal. Não tenho pretensão alguma de ser influenciador digital, até porque sou analógico. O que faço, sim, é ler o Diário e ocupar o espaço da coluna Palavra do Leitor, opinando, sugerindo e elogiando. Assim também deveria ser a participação das senhoras e dos senhores deputados. Já sei, agendas ocupadíssimas? Vamos usar, então, suas assessorias? Na oportunidade, quando se reunirem para tratar de pautas regionais, convidem a população que os elegeu e a sociedade civil. Não se esqueçam do Consórcio Intermunicipal. A população continua sem resposta sobre a disponibilidade de serviços médicos pela Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) Regional, a utilização do BRT-ABC até a Capital e a falta de medicamentos na farmácia do Hospital Estadual Mário Covas, como o Diário noticiou ontem, ao relatar o caso de uma mãe. Encerradas as eleições, fica meu desafio: promovam passeatas, carreatas e audiências públicas em torno das causas populares já conhecidas. A população agradece. Estamos aguardando.

Ronaldo Duran

DGABC

Santo André


Promessas eleitorais

‘Ataques pessoais e promessas marcam último debate entre Lula e Flávio’ (www.dgabc.com.br). A imprensa coloca diante do eleitor uma conta preocupante: enquanto o País precisa equilibrar suas finanças, os candidatos disputam votos com promessas de gastos e cortes bilionários. Lula anuncia medidas com impacto estimado de R$ 53,6 bilhões no orçamento de 2027; Flávio Bolsonaro promete cortar R$ 200 bilhões em despesas. Mas há uma pergunta que não pode ficar sem resposta: como? Não basta anunciar benefícios nem estabelecer metas de economia. É preciso informar de onde virão os recursos, quais despesas serão cortadas e quem será afetado. Sem essas explicações, temos promessas, não planos de governo. O eleitor precisa conhecer não apenas as promessas, mas os meios para cumpri-las e o preço que terá de pagar por elas. Afinal, dinheiro público não surge por mágica. Quando as contas não fecham, as consequências podem aparecer na forma de mais impostos, juros elevados, endividamento e menos recursos para serviços essenciais. É por isso que os dois lados devem responder às mesmas perguntas. Quanto custam suas propostas? Como serão financiadas? Quais serão suas consequências para as contas públicas e para a vida do cidadão? O eleitor não precisa apenas escolher entre candidatos. Precisa ter condições de avaliar o que cada um oferece, o que pode cumprir e quais compromissos assumirá em seu nome. Prometer é fácil quando a conta fica para os outros. Candidatos, antes de pedir o voto, expliquem como. O contribuinte não lhes concedeu um cheque em branco.

Izabel Avallone

Capital




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