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A história do padre Capra.Pioneiro em Santo André. Construtor da Matriz. E mais: João Ramalho. E a primeira Santo André

Quem conta a história e viaja pelos primórdios do Grande ABC é o seminarista Eduardo Nunes Zampar, aluno de Teologia da PUC-SP

Ademir Medici
27/10/2026 | 07:03
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Nesta pesquisa de iniciação científica, o autor narra a história do primeiro pároco de Santo André e vai além, ao focalizar os primórdios de outra Santo André, a vila fundada pelo português João Ramalho. São três grandes partes do trabalho intitulado “Padre Luiz Capra e o operariado no ABC paulista: 1905-1920”.


PRIMEIRA PARTE – Santo André da Borda do Campo.

Eduardo Zampar cita a obra do andreense Octaviano Gaiarsa: “João Ramalho foi um grande andarilho e, afrontando a serra e a mata, navegou no braço do mar em meio a uma vegetação ainda não explorada e que era chamada de caneú. A meta do explorador era chegar àqueles cumes que estavam cobertos pela névoa densa e que era empurrada pelo vento serra abaixo. Ninguém sabia muito bem o que havia naquele campo acima da mata litorânea, não havendo nenhuma menção sobre o planalto, a não ser aquela feita por Pero Vaz de Caminha em sua carta dirigida ao Rei retratando o achamento do Brasil”.

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SEGUNDA PARTE – Padre Capra e o operariado.

Escreve Eduardo Zampar: “O padre Luiz Capra nasceu em Parma no ano de 1878 e entrou para a congregação dos missionários de São Carlos em 1902. No ano de 1905, além de consagrar-se a Deus pelo proferimento de seus votos, também foi ordenado padre pelo fundador da congregação scalabriniana, Dom João Batista Scalabrini. Trabalhou em São Paulo, mas foi em Santo André que viveu a maior parte de seu ministério. Faleceu no dia 4 de janeiro de 1920 enquanto celebrava missa em São Caetano”.


TERCEIRA PARTE - Ministério do padre Capra e Doutrina Social da Igreja.

Eduardo Zampar cita o Compêndio da Doutrina Social da igreja, 2011, nº 301): “Todo trabalhador, sem nenhuma exceção, tem direito a uma justa remuneração, a um repouso digno e a um ambiente seguro de operação”.

Cita também o padre Francisco Milini, que escreveu sobre o padre Luiz Capra 15 anos após a sua morte: “Será justamente essa a atitude do padre Capra, que expondo-se aos patrões, apresenta o trabalhador não somente digno como ser humano, mas como um Filho de Deus, e com direitos iguais ao de qualquer outro empresário”.

NOTA DA MEMÓRIA – É uma excelente monografia a apresentada por Eduardo Zampar. Didática. Fontes primárias foram consultadas em Roma. Fontes secundárias buscadas em vários arquivos.

A primeira parte, referente ao quinhentismo, chega em boa hora, quando se busca compreender um pouco mais sobre as origens da Vila de Santo André da Borda do Campo.

A parte sobre padre Capra propriamente dita reúne o básico da história deste sacerdote, que entre outras virtudes soube ouvir e conviver com outros religiosos, destacando-se Vicente Rodrigues Vieira, seu conterrâneo de São Caetano, o célebre “São Vicente”.

A parte final analisa o contexto da época do padre Capra com os passos mais modernos da Igreja, o que enseja amplos debates. Daí porque Memória sugere aos organizadores do 17º Congresso de História do Grande ABC (São Caetano, 2027) que convide o autor a participar.


Crédito da ilustração 1 – Projeto Memória


E ATENÇÃO... Deu em O Commercio de S. Bernardo, edição de 20 de junho de 1915: o pesaroso sacristão anunciava ao povo que já não existia o padre Luiz Capra


Crédito da foto 2 – Diocese de Santo André


EDUARDO. Com a construção da linha férrea, muitas indústrias junto de famílias vieram para Santo André devido a sua boa localização e em busca de emprego.


DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Quarta-feira, 27 de outubro de 1976 – edição 3193


SÃO CAETANO – Cortiços proliferavam em bairros como a Vila Gerty e Olímpico. Formados por simples barracos de madeira, sem luz, água e esgoto. Em pequenos cômodos residiam famílias vindas de outros Estados.


SÃO BERNARDO – Da coluna ‘Primeiro Plano’, assinada pelo jornalista Júlio Pinheiro, pseudônimo de Hermano Pini Filho: “Mais lanchonetes se instalam em Rudge Ramos, nos moldes das existentes ali há anos. Todas as casas faturam bem”.


EM 27 DE OUTUBRO DE...


1946 – Dom Jorge Marcos de Oliveira é sagrado bispo. Ele que inaugurou a Diocese de Santo André.

1991 – Agnaldo Rayol gravava tema de Natal no estúdio do

Espaço Camerati, em Santo André.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

¦ No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Bom Sucesso de Itararé, Holambra, Macedônia, Mairinque, Marapoama, Santa Maria da Serra, Taquarivaí e Torre de Pedra. 

¦ E mais: Afonso Bezerra, Macaíba e Santana do Matos (RN), Aroeiras do Itaim (PI), Baliza (GO), Cerro Azul (PR), Nova Alvorada do Sul (MS) e Quixadá (CE).

HOJE

¦ Dia do Engenheiro Agrícola

¦ Dia Mundial de Oração pela Paz



Santo Elesbão

27 de outubro


Na “Tertúlia da Saudade”, promovida pela Academia Cristã de Letras, em 16 de maio de 2023, falamos de nossas lembranças a respeito do Dr. Duílio Crispim Farina, um dos nossos antecessores na cadeira 27 deste majestoso sodalício. 

Na ocasião, citamos que o Dr. Duílio, falecido em 2003, guardou em sua casa até o final da vida, uma imagem em miniatura de Santo Elesbão, muito venerado pelos escravos da São Paulo do século XIX.

Santo Elesbão é um santo negro da Etiópia, cultuado na igreja do Rosário dos Homens Pretos, localizada onde agora está a Praça Antônio Prado, no coração do centro velho de São Paulo, cuja demolição se deu no ano de 1904. 

Esta paróquia se transferiu para o Largo do Paissandu, mas Santo Elesbão não seguiu com ela.

Geraldo Nunes, jornalista e escritor

Eternizou o programa “São Paulo de Todos os Tempos” pela saudosa Rádio Eldorado AM

Volta Geraldo


AMOR

“Nos poemas aqui presentes encontramos memórias que unem lugares e sentimentos, como se fossem um só, revelações de fragmentos do cotidiano passado e presente”.

Isabel Alvarez

Professora de Geografia da USP

Prefácio do livro “Poemas da Cidade” (volume 3)

Coopacesso, Santo André, 2016




Comentários

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