Nunes toma decisão vergonhosa, avalia Damasceno
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC criticou a postura adotada pelo ministro do TSE
Adonis Guerra/SMABC

Wellington Damasceno, presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), criticou o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pela demora em tomar uma decisão sobre a prorrogação da votação até as 19h, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, neste segundo turno eleitoral.
“É inadmissível, absurda, vergonhosa a postura do presidente do TSE. O Kássio Nunes Marques, se tivesse tomado uma decisão logo que chegou o pleito das duas campanhas, pela prorrogação ou não prorrogar, nós não teríamos tido esse limbo e essa insegurança”, criticou o líder sindical.
Nunes Marques recebeu o pedido das campanhas por volta das 15h30 de ontem, mas a análise demorou. Diante disso, o STF (Supremo Tribunal Federal), por meio de despacho de Cristiano Zanin, concedeu mais tempo para que os eleitores pudessem votar. A decisão, todavia, foi publicada apenas às 17h02, ou seja, depois do encerramento do prazo original.
Com a medida, algumas seções foram encerradas e eleitores não conseguiram votar, uma vez que a determinação demorou a chegar às pontas, ou seja, aos mesários. Aqueles que receberam o comunicado mantiveram os equipamentos ligados e permitiram que os eleitores votassem.
Os resultados parciais das urnas que já haviam sido fechadas começaram a ser divulgados, criando uma situação inédita na história da democracia brasileira.
Para Wellington Damasceno, a medida além de deixar uma mancha no processo eleitoral e levantar questionamentos sobre a lisura do processo, pode motivar a oposição, liderada pelo adversário, o senador pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PL), a ajuizar ações para impugnar o pleito e promover um terceiro turno na esfera judicial.
“Acredito que vão usar isso para forçar, para desmerecer esse resultado. Porém, eles sabem que esse resultado é merecido pelo trabalho que foi feito e essa onda que surgiu na reta final da eleição”, pontuou o presidente do SMABC.
IMBRÓGLIO
As campanhas acionaram a Justiça para pedir a prorrogação após empresas de transporte na cidade de São Paulo e municípios da Bahia não cumprirem decisões para manter 100% das frotas nas ruas neste domingo.
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