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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 26 de outubro de 2026

26/10/2026 | 08:49
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Confusão nas eleições

Foi criado um precedente de tumulto jurídico que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem que resolver de forma séria e competente, e que envolva a punição do ministro Kássio Nunes pela inércia na condução do processo deste domingo.

Tania Tavares-Capital

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Plano de saúde e Senado

Enquanto milhões de brasileiros enfrentam filas por atendimento médico, vivem sem saneamento ou sequer têm moradia digna, Davi Alcolumbre amplia a assistência à saúde de ex-senadores, permitindo incluir filhos de até 33 anos e outros dependentes. Um senador encerra o mandato com rendimentos que lhe permitem custear a própria vida. Por que, então, estender benefícios de saúde aos familiares, com despesas parcialmente suportadas pelo dinheiro público? A maioria dos brasileiros precisa pagar suas próprias contas e, muitas vezes, não consegue sequer um tratamento digno. Para os de cima, porém, os benefícios parecem não ter prazo de validade. Se a remuneração é tão elevada, qual é a justificativa para transferir à sociedade mais essa despesa? A República deve servir aos cidadãos ou perpetuar privilégios para quem já exerceu o poder?

Izabel Avallone-Capital

Partidos e Previdência
 
Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o PT é o partido que mais acumula pagamentos em atraso. De um total de R$ 24,5 milhões em débitos com a União, o partido de Lula deve R$ 16,5 milhões à Previdência Social. Já o PL, do senador Flávio Bolsonaro, ocupa a sexta posição na lista de partidos devedores, com R$ 3 milhões em atraso – valor cerca de oito vezes menor que o do PT. Ora, se Lula, com poder absoluto sobre sua própria legenda, não é capaz de manter as contas do partido em dia, tampouco demonstra responsabilidade na condução do País. Sua gestão desastrosa no Planalto tem incentivado a alta da inflação e dos juros, empurrando o País para um recorde de mais de 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas inadimplentes. Com total desprezo pelas regras de mercado e pelo equilíbrio fiscal – tendo elevado a dívida pública para mais de R$ 11,1 trilhões, ou 82,9% do PIB –, o presidente ainda afirma que buscar o superávit primário é “babaquice”. Porém, fez de tudo para tentar a reeleição. É inacreditável.
 
Paulo Panossian-São Carlos (SP)
 

Investigações e a eleição

Roberta Luchsinger diz que quer colaborar com a Justiça e que não poupará ninguém. O Planalto correu para se manifestar, mas a pergunta que interessa continua sem resposta: quando as autoridades vão ouvi-la? Enquanto isso, as delações de Daniel Vorcaro parecem continuar no forno. Coincidência? Cautela? Conveniência? Será que as revelações podem esperar até depois do 2º turno? A verdade não deveria obedecer ao calendário eleitoral. O País tem o direito de saber. E a disposição de investigar não pode depender de quem corre o risco de ser atingido.

Luciana Lins-Campinas (SP)

Pacote de bondades

Sob a passividade do TSE, ocorre uma transgressão ao grande momento democrático que, em um país sério, seria motivo suficiente para a impugnação da candidatura. É uma forma clara de compra de votos. Lula, às vésperas da eleição, com seu “pacote de bondades”, elevou a correção do Bolsa Família, após três anos de mandato, e, pouco antes da eleição, a pretexto de “proteção social adaptativa” para mitigar impactos causados pelo El Niño, antecipou o pagamento de outubro, concentrando-o em três dias.

Humberto Schuwartz Soares-Vila Velha (ES)




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