Gasolina adulterada ameaça motor do veículo e eleva consumo
Combustível irregular pode comprometer o desempenho, aumentar emissões poluentes e provocar falhas; procedência ajuda a reduzir riscos
FOTO: Banco de dados/DGABC

A utilização de gasolina adulterada pode causar danos ao motor do veículo, aumentar o consumo e até comprometer a segurança nas estradas. A identificação de sinais como dificuldade na partida, perda de potência e alterações no rendimento ajuda motoristas a reconhecer possíveis problemas e buscar assistência antes que os prejuízos se agravem.
A princípio, a adulteração ocorre quando substâncias não autorizadas são adicionadas ao combustível ou sua composição é alterada fora dos limites legais. Entre as consequências estão o desgaste de componentes, o aumento das emissões de poluentes e falhas durante a condução e/ou na hora de dar partida.
Dano ao motor e aumento no consumo
A gasolina adulterada pode conter impurezas ou até água, e isso pode danificar o motor do veículo, levando a problemas como superaquecimento, acúmulo de depósitos prejudiciais e um maior desgaste das peças, por exemplo. Além disso, devido ao valor de octanagem mais baixo e poder calorífico menor, a adulteração pode reduzir a eficiência do combustível e fazer com que um veículo consuma mais gasolina do que o normal.
Esses sintomas, porém, não confirmam isoladamente a irregularidade. Diante de suspeitas, a recomendação - antes de interromper o uso do veículo e procurar uma oficina especializada - é remover a gasolina ruim do tanque do veículo (gastando, ou por meio de descarte) e encher o tanque com gasolina de alta qualidade. Dê preferência à aditivada, a fim de limpar o sistema de combustível e remover qualquer resíduo deixado pela gasolina ruim.
Se, ainda assim, os problemas persistirem, é sinal de que há danos significativos ao motor do veículo. Desse modo, é fundamental procurar ajuda profissional para fazer os reparos necessários.
Só em locais de confiança e com nota
Para prevenir problemas, especialistas recomendam abastecer o veículo em estabelecimentos de procedência conhecida. Ainda assim, isso não é tudo, pois não dá para confiar na índole das pessoas. Portanto, guarde os comprovantes a cada abastecimento, só isso pode servir como prova caso seja necessário tomar uma medida mais extrema, como uma ação judicial por danos, por exemplo.
Ademais, sempre verifique as especificações indicadas pelo fabricante. E, importante: preços muito abaixo da média regional - embora não comprovem a fraude - merecem atenção especial.
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