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Gargalos exigem solução

29/10/2026 | 08:26
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Fundamentais para o turismo e o transporte da produção paulista, as rodovias Anchieta e Imigrantes, que cortam o Grande ABC, estão saturadas. Esta é a conclusão do conselho diretor da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), que determinou ontem à concessionária que administra as estradas, por meio do Diário Oficial do Estado a entrega de estudos técnicos voltados à ampliação da capacidade do volume de tráfego em ambas as vias. O departamento de regulação pleiteia a implementação de novas faixas de rolagem em determinados trechos das pistas para evitar a lentidão e os congestionamentos que prejudicam a fluidez do trânsito.

Os problemas detectados pelos técnicos da Artesp se tornam mais evidentes em feriados prolongados, férias escolares e fins de semana de sol, quando o fluxo em direção ao Litoral aumenta significativamente. Na volta ao planalto, a situação também exige paciência de condutores e passageiros, transformando trajeto que deveria ser relativamente rápido em percurso demorado e desgastante. O prejuízo vai além do desconforto: há desperdício de combustível, aumento da emissão de poluentes e riscos decorrentes da formação de filas. Não se pode esquecer que boa parte da produção do agronegócio e da indústria paulistas acessa o Porto de Santos por meio de caminhões que trafegam pelas vias.

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Sabe-se que a infraestrutura rodoviária tem a obrigação de acompanhar a evolução da demanda. A ampliação da capacidade de tráfego na Anchieta e na Imigrantes deve vir acompanhada de investimentos em gestão inteligente do tráfego, monitoramento em tempo real, atendimento a ocorrências e melhoria dos acessos. A implementa-ção deste pacote de medidas seria suficiente para reduzir gargalos e melhorar a operação do trânsito nos dois corredores estratégicos para o Estado. À Ecovias, a concessionária que cobra nas praças de pedágio das duas estradas a tarifa mais cara do Brasil – R$ 40,60 do motorista de um carro –, certamente não falta dinheiro para os investimentos necessários.

 



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