Jetour G700 estreia com 905 cv e aposta no fora-de-estrada
SUV híbrido plug-in combina três motores, tração integral e tecnologia para enfrentar terrenos difíceis; surpreende por manobras e conforto ao rodar
FOTOS: Vagner Aquino/DGABC

A primeira apresentação da Jetour aconteceu tem, praticamente, um ano no Brasil. Mas os primeiros carros foram entregues em março, último. Agora, a chegada do G700 marca o sexto lançamento da fabricante chinesa por aqui. É o maior e mais potente veículo do portfólio. E o SUVzão aposta em um conjunto híbrido plug-in de impressionantes 905 cv, tração integral e soluções tecnológicas para encarar diferentes tipos de terreno. O modelo será oferecido nas configurações Premium de cinco e seis lugares por, respectivamente, R$ 469.900 (desconto de até R$ 30 mil para clientes) e R$ 499.900.
A mecânica combina um motor 2.0 turbo a gasolina, de 211 cv, com dois propulsores elétricos, um em cada eixo. O dianteiro entrega 286 cv, enquanto o traseiro desenvolve 408 cv. O conjunto tem torque combinado de 115,8 mkgf e permite acelerar de zero a 100 km/h em apenas 4,8 segundos. Isso porque estamos falando de um carro com peso superior a 3 toneladas. A bateria (LFP) de 34,13 kWh pode receber recarga rápida em corrente contínua de até 170 kW. Permite recuperar de 30% a 80% em cerca de 10 minutos, informa a Jetour.
Com 5,20 metros de comprimento e 2,87 metros de entre-eixos, o G700 tem porte avantajado e construção sobre chassi, característica que reforça sua proposta para o uso fora de estrada. Entre os recursos do modelo feito dentro do conceito (Generation of All-terrain Intelligent Archtecture) estão oito modos de condução, desenvolvidos para adaptar o comportamento do veículo a diferentes superfícies e situações, como areia, lama, neve e pedras. A lista inclui ainda tecnologias para transposição de obstáculos e o chamado Tank Turn, sistema que permite ao SUV girar praticamente sobre o próprio eixo, sendo especialmente útil em espaços apertados ou situações de trilha nas quais falta área para manobrar.

Ao volante
As primeiras impressões ao dirigir foram bem breves, dentro de um condomínio e com velocidade limitada. Seja como for, é visível que o SUV, apesar das dimensões generosas, consegue transmitir facilidade de condução. A direção é macia e o conjunto de suspensões, independente tipo duplo A, responde bem e absorve irregularidades sem transmitir impactos excessivos à cabine.
Mesmo com um ambiente totalmente rústico do lado de fora, não dá para deixar de notar o requinte no interior do G700 - sempre nas cores preta ou em tom terroso. De acordo com a marca, 80% da cabine é revestida com materiais nobres. De fato, zero plástico duro aparente. Tudo em que se toca tem couro Nappa, metal ou suede.
Na hora de dirigir, facilita a quantidade de botões. Seja na hora de mudar o modo de condução ou de ajustar o retrovisor, não precisa tocar na tela (de 15,6"). Aliás, falando em tela, um segundo display vai de uma ponta a outra do painel e, com suas 35,4", é inclusive personalizável. E não acabou. A versão seis lugares tem uma outra tela que desce do teto, com 17,3" e o comando do ar-condicionado traseiro também tem uma, de 8,8"

Essa boa vida proporcionada aos ocupantes mostra que ter vocação aventureira não significa abrir mão da utilização cotidiana em trajetos urbanos e rodoviários. Aliás, o grandalhão que tem tanque de 100 litros e garante autonomia de até 1.300 km vem com sistema de som Lexion, com 18 alto-falantes, e tem estribo elétrico. Para a segurança, tem 15 recursos, como controle de cruzeiro adaptativo, assistência de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, entre outros. E conta com ate dez airbags. Nas concessionárias, chega a partir do dia 15 de novembro.
Não anda na água
A repercussão do G700 nas redes sociais também merece um esclarecimento. Vídeos que circulam pela internet mostram um veículo da família realizando demonstrações impressionantes sobre a água, mas esse protótipo não é a configuração apresentada no Brasil.
O SUV conta, sim, com capacidade de transposição de trechos alagados, mas apenas 900 milímetros. Que fique claro, isso é diferente de flutuar e se deslocar sobre superfície alagada. Pode chegar ao Brasil? Quem sabe um dia.
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