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Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro para consumidores

Contas de energia não sofrem cobrança extra pelo segundo mês

31/10/2026 | 11:15
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DGABC Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pelo segundo mês consecutivo, as contas de luz não terão cobrança de tarifa extra, informou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A manutenção da bandeira verde permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração. 

Antes de outubro, foram cinco meses de vigência da bandeira amarela, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O início da transição entre os períodos seco e úmido levou ao aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. A bandeira verde reflete as condições favoráveis de geração, com o aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas.

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) já apresentava perspectiva de bandeira verde a partir de outubro, nos cinco cenários traçados pela empresa. Isso representa uma mudança em relação ao mesmo período de 2025, quando o atraso no início do período úmido contribuiu para a adoção da bandeira vermelha patamar um.

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Além do risco hidrológico, gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período. "A manutenção da bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia e evita a cobrança de um valor adicional na conta de luz. No entanto, é importante lembrar que isso não significa, necessariamente, uma redução na fatura, já que o valor final também depende das tarifas de cada distribuidora e do consumo de energia", diz Alan Henn, CEO da Voltera.

Apesar da perspectiva mais favorável, a atuação do El Niño mantém um cenário de atenção para o período. O fenômeno pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas. O cenário climático adverso prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do País e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia.

O Ministério de Minas e Energia, liberou, em julho, a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência. A justificativa foi garantir potencial adicional ao SIN (Sistema Interligado Nacional) a partir de 1º de setembro.

Pela previsão do setor, será o maior El Niño da história, com 95% de probabilidade de impacto forte entre outubro e dezembro. A Aneel comunicou que os geradores de energia dos sistemas isolados do Norte (não conectados ao sistema elétrico) passaram a receber antecipadamente os recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para que ocorra o estoque de combustível na região. O motivo é a possibilidade de dificuldade de navegação com a previsão de um super El Niño.

Para Fred Menezes, diretor de Comercialização da Armor Energia, embora o El Niño ainda seja um fator de atenção, o risco associado ao fenômeno vem diminuindo, já que seus principais impactos se concentram na primavera. "O período úmido no início de 2027 será essencial para garantir preços mais baixos ao longo do ano", afirma.

Ele também apontou para possível influência nos preços com a nova metodologia de carga da ANDE, empresa estatal de energia do Paraguai, prevista para entrar em vigor em janeiro. A expectativa de aumento do consumo paraguaio da energia de Itaipu pode reduzir a disponibilidade para o mercado brasileiro e pressionar os preços aqui.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais alerta que as condições do sistema elétrico "ainda exigem cautela e acompanhamento, especialmente diante da recuperação insuficiente dos reservatórios e das previsões climáticas para as próximas semanas". Para a Federação, o resultado favorável não significa que os riscos para os custos de energia estejam superados.




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